segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Salada de Flores

Salada de Flores
Uma horta ecológica onde não há lugar para adubos químicos, uma piscina em que a limpeza da água não depende do cloro, e uma casa de argila e de palha, com um jardim no telhado, são o cenário ideal para a aventura da Sara, da Maria, da Carolina e do Rodrigo, quatro amigos de palmo e meio que partem à ...

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O Santo Guloso



Era uma vez um castelo. Era uma vez uma família de condes com uma filha que odiava formigas. Era uma vez uma família de formigas que habitavam o castelo e que foram mortas às dúzias, para calar a menina que as odiava. Então...


domingo, 1 de dezembro de 2013

Dia da Restauração da Independência

Como deves saber, no dia 1 de Dezembro comemora-se o Dia da Restauração da Independência. 

Queres saber porquê? 
Tudo começou em finais do séc. XVI: o rei de Portugal era D. Sebastião. 

Em 1578, D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a coroa portuguesa. 
Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de D. Sebastião. 
Mas atenção: estas coisas nunca são simples, houve muitos pretendentes e isto deu muita confusão...

Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. Esta escolha foi simples uma vez que Filipe II era ainda neto do rei português D. Manuel.
Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como "Domínio Filipino". 

Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo).

Filipe III abandonou o trono de Portugal e os portugueses escolheram D. João IV, duque de Bragança, como novo rei. 
No dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português. 
Fonte:  JUNIOR

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Dia de São Martinho (11 de Novembro)


A Última Castanha (Por António Torrado | Cristina Malaquias)


Era uma castanha que estava como as outras, pendurada de um castanheiro. 

Chegando o tempo, as castanhas amadurecem e caem por si. Só que esta não caiu. 
- Estou bem onde estou e não quero aventuras - dizia. 
Uma a uma, as outras dos ramos iam caindo e rebolando pelo chão, protegidas pelo cobertor ouriçado que as cobria até ao nariz. Nariz é modo de dizer? 
Vinham os garotos, estalavam-lhe os ouriços e metiam-nos nos bolsos. A tímida e teimosa castanha desta história a tudo assistia do seu mirante e não gostava. 
- A mim não me levam eles - dizia. 
Era a única que sobrava em todo o castanheiro. As folhas a fugirem da árvore, sopradas pelo vento, e ela a afincar-se ao ramo, com unhas e dentes. Unhas e dentes é um modo de dizer? 
Sozinha, desabrigada, não estava feliz. Nem infeliz. Sentia até uma ponta de orgulho por ter conseguido resistir tanto tempo. Um sabor de vitória que a ouriçou toda. 
- Ai que vou cair - gritou. 
Mas, no último instante, conseguiu agarrar-se. Ainda não era daquela. 
Entardecia. Um grupo de gente acendera uma fogueira, junto ao castanheiro. Os garotos, que tinham andado às castanhas, e os pais dos garotos e os amigos dos garotos riam e cantavam. Estavam a preparar o magusto da noite de São Martinho. 
A castanha solitária, no alto do castanheiro nu, estranhou a vizinhança. E intrigou-se. Que estaria a passar-se. 
Debruçou-se do ramo mais e mais. A madeira a arder estalava, mesmo por baixo da castanha, a última. O fumo entontecia-a. E se fosse ver de perto o que se passava? 
Foi. Caiu. E a história acaba aqui. Paciência. É o destino das castanhas. Destino é um modo de dizer?

Fonte: http://www.historiadodia.pt/pt/index.aspx